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Ficha técnica
Camellia japonica
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Camellia japonica

Camellia japonicaCamélia

Floração de inverno para o jardim atlântico

Sebe estrutural ou exemplar isolado de pequeno porte para pátios sombreados, sub-coberto de fagáceas em jardins históricos do Norte e enquadramentos murados onde se exige folhagem persistente e floração entre Janeiro e Abril.

  • Flores de seis a dez centímetros entre Janeiro e Abril
  • Vermelho, rosa, branco ou variegado conforme a cultivar
  • Folhas perenes coriáceas que reflectem a luz como verniz escuro
Tipologia vegetalArbusto
Altura adulta8 a 12 m
Largura adulta6 a 8 m
Velocidade de crescimentoLenta
Persistência da folhagemPersistente
Época de floraçãoInverno
Tolerância à secaBaixa
Aplicações paisagísticasExemplar de destaque, Parque ou Bosque, Pequenos jardins, Sebe formal, Sebe informal, Topiária ou composição formal, Grande vaso ou floreira

Sobre esta espécie

Espécie longamente cultivada em Portugal, sobretudo no Entre-Douro-e-Minho, onde os exemplares centenários dos jardins do Porto e da Quinta de Campo Bello continuam a fixar a referência de porte. Em projecto contemporâneo, a Camellia japonica lê-se como pequena árvore evergreen de 3 a 6 m em condições favoráveis, com fuste único ou multitronco, copa densa…
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Espécie longamente cultivada em Portugal, sobretudo no Entre-Douro-e-Minho, onde os exemplares centenários dos jardins do Porto e da Quinta de Campo Bello continuam a fixar a referência de porte. Em projecto contemporâneo, a Camellia japonica lê-se como pequena árvore evergreen de 3 a 6 m em condições favoráveis, com fuste único ou multitronco, copa densa arredondada e folhagem coriácea verde-escura lustrosa de presença estável todo o ano. Num caderno de encargos, o que distingue um exemplar de campo bem formado de planta corrente de viveiro é o calibre do fuste, a estabilização da copa e a regularidade da floração já no primeiro inverno após pegamento.

A floração ocorre entre Janeiro e Abril, conforme cultivar e exposição, em vermelho, rosa, branco ou variegado, e cobre o vazio ornamental do pleno inverno que poucas espécies arbóreas preenchem em projecto. A espécie exige solo ácido, fresco, bem drenado e rico em matéria orgânica; em solos calcários ou compactados sofre clorose férrica e perda de vigor, pelo que está excluída de boa parte da orla lisboeta sem correcção edáfica sustentada. Adapta-se de meia-sombra a sombra plena, condição que a torna particularmente útil em pátios interiores, claustros, alinhamentos junto a fachadas a Norte e sub-coberto de copas caducas.

O sistema radicular é fasciculado e pouco invasivo, compatível com caldeiras de dimensão corrente e com a proximidade de fachadas, mas não tolera encharcamento prolongado nem secura estival sem rega de manutenção. Resiste a cerca de -10 ºC sem dano vegetativo, ainda que a floração seja vulnerável a geada tardia e a vento seco, condições que recomendam abrigo a Este em situação de interior. O crescimento é lento, o que justifica a opção por exemplares adultos sempre que o projecto não tolere espera ornamental de duas décadas.

Para um exemplar isolado em pátio, claustro ou jardim murado, ocupa o lugar estrutural de uma magnólia perenifólia com a vantagem de floração invernal e silhueta mais contida sob poda de formação ligeira, e dispensa qualquer justificação cultural num projecto situado a Norte do Mondego.

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  • Produção própria
  • Exemplares adultos
  • Resposta em 1–2 dias
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