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Ficha técnica
Amelanchier lamarckii
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Amelanchier lamarckii

Amelanchier lamarckiiAmelanqueiro

Pequena árvore de quatro estações para jardins frescos

Árvore de pequeno porte com quatro fases ornamentais distintas, ocupa em projecto residencial, pátio universitário ou praceta urbana o lugar reservado a um exemplar focal de seis a dez metros.

  • Quatro estações distintas num só exemplar, do bronze acobreado à folha de Outono
  • Floração branca em cachos pendentes a abrir em Abril
  • Bagas roxas comestíveis em Junho, apreciadas por melros e tordos
Tipologia vegetalÁrvore, Arbusto
Altura adulta8 a 12 m
Largura adulta4 a 6 m
Velocidade de crescimentoModerada
Persistência da folhagemCaduca
Época de floraçãoPrimavera
Coloração outonalLaranja, Vermelha
Tolerância à secaModerada
Aplicações paisagísticasExemplar de destaque, Árvore de sombra, Parque ou Bosque, Estacionamento, Pequenos jardins, Zonas costeiras, Grande vaso ou floreira, Cobertura ajardinada

Sobre esta espécie

Espécie de origem híbrida (A. arborea × A. laevis) longamente naturalizada no noroeste europeu, atinge em cultivo seis a dez metros de altura por quatro a oito metros de envergadura, habitualmente em porte multitronco com silhueta entre vaso e arredondado. Especifica-se em calibres de 250 a 400 cm em multitronco quando o projecto pede um exemplar…
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Espécie de origem híbrida (A. arborea × A. laevis) longamente naturalizada no noroeste europeu, atinge em cultivo seis a dez metros de altura por quatro a oito metros de envergadura, habitualmente em porte multitronco com silhueta entre vaso e arredondado. Especifica-se em calibres de 250 a 400 cm em multitronco quando o projecto pede um exemplar arquitectónico à escala humana, distinto dos solitários de grande porte como o plátano de sombra ou a tília. Não substitui um Acer rubrum nem um Cercis siliquastrum, mas resolve o mesmo problema de composição com folhagem mais leve.

Apresenta quatro fases ornamentais sucessivas e bem definidas. A folhagem nasce em abril num tom bronze-purpúreo, simultânea à floração branca em rácimos pendentes que cobrem a coroa por duas a três semanas; em junho amadurecem frutos comestíveis púrpura-escuros, apreciados por melros e tordos. O verão traz folhagem verde-média densa e limpa, sem manchas relevantes em condições atlânticas; em outubro a coroa vira para laranja-avermelhado vivo, com persistência estável até final do mês em zonas frescas.

Comporta-se com regularidade nos solos graníticos ácidos do norte e tolera melhor solos ligeiramente alcalinos do que o Acer rubrum, sem manifestar clorose férrica nas condições calcárias moderadas do litoral oeste. Aceita solos frescos e até sazonalmente encharcados, característica útil em galerias ripícolas reconstruídas ou em caldeiras com drenagem deficiente; uma vez instalada, sustenta a estação seca com vigor moderado, sem rega de manutenção após o terceiro verão em situação favorável. Rústica a -20 °C, não sofre stress invernal em qualquer ponto do território continental.

O género não está sob pressão fitossanitária relevante no mercado português, em contraste directo com Fraxinus (chalarose), Platanus (cancro colorido) ou Buxus (Cydalima perspectalis), o que torna o táxon uma alternativa defensável quando o caderno de encargos pede um pequeno solitário de quatro estações sem o risco específico daqueles géneros. Cresce a ritmo moderado, atingindo coroa estruturada em cinco a sete anos a partir de plantação em calibre 18/20 a 25/30 multitronco. Indica-se em pátios institucionais, espaços residenciais intersticiais e parques urbanos onde a escala não comporta um exemplar de grande porte.

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  • Produção própria
  • Exemplares adultos
  • Resposta em 1–2 dias
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