Ramo de carvalho com folhas novas iluminadas pelo sol contra o céu azul.

Biodiversidade

Seleção para bosques: 7 espécies para criar estratos e continuidade

Diaplant

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Criar um bosque não é distribuir árvores isoladas a intervalos regulares. É construir dossel, espécies intermédias, margem, persistência e evolução da luz.

Criar um bosque não é distribuir árvores isoladas a intervalos regulares. É construir dossel, espécies intermédias, margem, persistência e evolução da luz. Esta seleção forma um bosque caducifólio com sete espécies de funções complementares.

Esta seleção serve como ponto de partida. A escolha final depende das condições do local, da dimensão pretendida e dos exemplares disponíveis.

As espécies da coleção

Espécie ou cultivarPapel na composiçãoCondições de referênciaPrincipal limite
Quercus roburcarvalho autóctone de grande porte e elevado valor estruturalsol, solo profundo e fresconão adequado a seca severa, caldeiras pequenas ou proximidade a edifícios
Carpinus betulusárvore caducifólia de estrutura densa, tolerante a conduçãosol a meia-sombra, solo fresconecessita de água na instalação e espaço futuro
Acer campestreárvore de estrutura intermédia, útil em bosques e margenssol a meia-sombra, solos variados sem encharcamento prolongadoa copa expande-se; precisa de espaço e origem do material validada
Tilia cordataárvore de sombra e flor, de porte grandesol a meia-sombra, solo profundo e frescosensível a seca urbana severa; queda de melada pode ocorrer
Crataegus monogynapequena árvore autóctone com flor, fruto e abrigosol, solos variados e drenadosespinhos, queda de fruto e sanidade devem ser considerados
Sorbus aucupariapequena árvore com flor, fruto e cor outonalsol a meia-sombra, clima fresco e solo drenadopode sofrer com calor e seca em Portugal
Ilex aquifoliumpersistente nativo para sub-bosque, margem e abrigomeia-sombra, solo fresco e drenadocrescimento lento e frutificação dependente de sexo/polinização

Como combinar no projeto

Quercus robur, Tilia cordata e Carpinus formam o estrato principal. Acer campestre e Sorbus ocupam posições intermédias. Crataegus trabalha bordadura e clareiras; Ilex mantém persistência no sub-bosque.

Plantar por grupos e repetições irregulares cria continuidade. Os espaçamentos devem considerar a copa adulta, mas a fase jovem pode receber maior densidade e desbaste planeado.

Condições de utilização

A escolha final deve confirmar água, solo, sanidade e proveniência. Coníferas devem formar coleção própria, porque alteram luz e funcionamento.

Seleção na Diaplant

Na Diaplant, o bosque é planeado por estratos e pela evolução da luz ao longo dos anos. Espaçamentos e espécies são ajustados para evitar uma massa uniforme e difícil de gerir.

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